Oi pessoal!!!

Quem acompanha o blog sabe que eu adoro postar algumas reflexões né? Coisas que eu mesmo escrevo, mas dessa vez um texto da Martha Medeiros mexeu muito comigo e tem uma mensagem tão bacana que quis literalmente copiar e colar e dividir aqui com vocês. Espero que gostem tanto quanto eu =)

“A gente é a soma das nossas decisões.”

É a uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia num local inusitado: dentro do super. Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer o que se chama por aí de expertise. Tem maionese tradicional, light, Premium, com leite, com ômega-3, com limão. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões transparentes, extratransparente, colorido, temático, flexível. Absorvente com aba e sem aba, com perfume e sem perfume, cobertura seca ou suave. Creme dental contra o amarelamento, contra o tártaro, contra o mau hálito, contra a cárie, contra as bactérias. É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E, com ela, o medo de errar.

op3

Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar ( Magistério para as moças ), fazer uma faculdade ( Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes ), casar ( com o sexo oposto ), ter filhos ( no mínimo dois ) e manter a família estruturada até o fim dos dias. Era a maionese tradicional.

Hoje existem várias “marcas” de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem e mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel – ou simplesmente não os ter. Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários há centenas. Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?

op1

A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais segurança, era fácil “acertar” e se sentir adulto. Já a expansão de ofertas tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização : sem saber ao certo o que é melhor para si, surgiu o pânico de crescer.

Hoje, todos parecem 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7. Quem tem 28, parece 18. Quem tem 39, vivem como se fossem 29. Quem tem 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?

op4

Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte. Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.  | By Martha Medeiros

E então, gostaram?

Beijo grande!!!!

Carol